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O Projeto Social Ir e Vir tem o objetivo de não somente transpor obstáculos, mas de criar novos caminhos. Sensibilizar a sociedade e ajudar os cadeirantes de nosso município a romper as barreiras sociais, culturais e principalmente arquitetônicas que existem em nossa cidade, é nosso dever, porque para a maioria de nós, sair de casa todos os dias é apenas uma pequena tarefa, mas para eles, torna-se um grande desafio.

Conheça bem de perto a realidade dessas pessoas através de depoimentos emocionantes e relatos da vida real através do vídeo do projeto e acompanhe a mudança de vida que o trabalho do Ir e Vir trouxe a essas pessoas tão especiais.






Depoimento Prof.º José Antônio Souto Siqueira

“Sempre que tentam enquadrar a humanidades numa fronteira... Ela arruma um jeito de subvertê-la. Ir & Vir é expressão de Direito a Liberdades e Autonomias. Ser humano é ser verdade em movimento permanente, recriando caminhos e sentidos. No 1º ano de idade perdi a capacidade de manter quase todos os Movimentos do Corpo, ficando tetraplégico. Assim desde muito jovem percebi as negações dos preconceitos em um mundo arquitetado para discriminar. Tive muita sorte de minha mãe ser professora (era levado no colo para escola) e contar com sua cumplicidade de valores em favor da vida. São inesquecíveis as escadarias do Colégio “Jesus Cristo Rei”... A luta para sair de casa e ir à faculdade: conseguia uma carona para ir e a volta só Deus sabia... Polícia, Corpo de Bombeiro e Recrutas do Tiro de Guerra, eram literalmente chamados... Além do apoio de professores, colegas de sala, vizinhos e amigos. Carrego comigo os versos de uma amiga poetiza que diz: A maior de todas as barreiras na verdade, precisa ser vencida dentro da gente. É preciso Acreditar com força em NOSSO DIREITO de ser feliz...
“Não há o que não consiga; Tendo força de vontade;
A gente dá jeito para tudo; Até pra felicidade...”

Maria Cristina Rossi

Costumo dizer que esta vida nos diz muitos “Sins” e “Nãos”. Pela minha condição física, econômica e racial recebi muito “Não”. Então tenho que me apegar ao maior SIM que já recebi. O fato de estar vivo, o grande presente divino. Em 1981, – Ano Internacional das Pessoas com Deficiência –, nossa luta social e política ganha visibilidade nas praças, fóruns e parlamentos.
Desde lá animamos muita gente a sair da “toca”... Maior missão de nossas vidas. “Estar e Fazer Junto”, estar em relação imediata com o próximo. Apesar das limitações da época participamos da organização e desenvolvimento de vários movimentos e programas sociais. Tenho a alegria de ter contribuído com a vida de muitas pessoas que, como eu, hoje, são signatárias iniciantes no Direito de “Ir e Vir”, para escolas, trabalhos, igrejas e festas; graças aos esforços de muito guerreiros anônimos e petições cidadãs que devem continuar. Pois os desafios ainda são muitos...
A nossa presença hoje, como fato, nas ruas e calçadas das cidades representa talvez a mais significativa e fértil provocação para as lutas por acessibilidade. Que venham mais vans e principalmente mais ônibus adaptados... Porque a luta pessoal de cada um é a luta de todos pela vida” e o todo é sempre maior que a soma das partes. Empresas, poderes constituídos, movimentos sociais e principalmente cada pessoa no cotidiano do exercício de sua cidadania.”
“Viver é sonho e enfrentamento, Ir & Vir, intervir sobre a realidade,
Assumi-la, para transformar a vida que se tem”.

José Antônio tem 43 anos, reside no bairro Aquidaban, é Educador Social, articulador da Fraternidade Cristã de Pessoas com Deficiência – FCD-ES, Colaborador do Centro de Defesa dos Direitos Humanos “Pedro Reis” – CDDH-PR, Conselheiro Municipal dos Direitos das Pessoas com Deficiências de Cachoeiro de Itapemirim e atualmente graduando em Psicologia.
Utiliza o Projeto para se deslocar todos os dias até a faculdade.






Depoimento Therezinha Barboza Rua

“Sou portadora de doença incurável: Esclerose múltipla. Em conseqüência, mostrarei os danos acontecidos na parte física. Exemplificando: diminuição de força e rigidez dos membros inferiores e perda da coordenação motora, o que me leva a sentir grave incapacidade física. Também sou atingida por perda visual. O quadro desta doença é incurável e progressivo. Diante de tantas deficiências, dependo grandemente da ajuda DIVINA, como também humana.
Gostaria de deixar em realce o apoio que tenho recebido da empresa e da Prefeitura Municipal, no sentido de facilitar minha necessidade de condução para chegar aos lugares onde encontro solução, podendo minimizar meu mal com os tratamentos.


Quero agradecer à iniciativa do Ir e Vir e principalmente os funcionários que me atendem com carinho e atenção. Motoristas educados e amáveis, funcionários que demonstram carinho fraternal, fazem com que a nossa carga pesada seja diminuída e assim consigo encontrar os meios de conseguir alguma coisa que me faça viver melhor. “

Therezinha reside no Centro da cidade e utiliza as vans do projeto para tratamentos de saúde e reabilitação.






Depoimento Josué Mendes da Silva

“Tenho 18 anos, sou estudante e moro com minha mãe. Fui vítima de doença degenerativa desde a gestação. Sempre de família muito carente, nunca tive acesso a tratamentos adequados. Não ando desde os 9 anos de idade, meus membros são atrofiados e não me permite a maior parte dos movimentos, inclusive andar. Resido numa pequena casa que mal cabe minha cadeira de rodas.
Meu hobby é desenhar, na verdade comecei a desenhar no dia em que parei de andar. Hoje, é o meu maior prazer e realização, tenho centenas de desenhos e quadros prontos.
O Ir e Vir mudou a minha vida, porque eu parei de estudar já há algum tempo porque não tinha como sair de casa, minha mãe é diabética e já de idade e não consegue me carregar até o colégio. A van me permitiu voltar a freqüentar a escola, o que vai me garantir um futuro melhor. Todos os dias o Ir e Vir me pega na porta de casa, me leva na escola e me traz de volta para casa, sem nunca falhar. Hoje tenho uma vida bem mais feliz, tenho amigos, sou amado por meus colegas e professores e realmente este projeto não pode acabar nunca.”

Josué reside no bairro Alto Novo Parque e utiliza as vans do projeto para ir à escola.  Como a família não autorizou a divulgação de sua foto, apresentaremos aqui alguns de seus desenhos para que todos possam usufruir deste talento inegável que o Ir e Vir acabou descobrindo e agora vai mostrar para o mundo!






Depoimento Ronald Henrique de Souza

“Tenho 39 anos, sou casado há 16 anos e temos uma filha. Passei minha vida trabalhando como motorista de caminhão, sempre fui muito ativo, vivia viajando e conhecendo muitos lugares. Em abril de 2008 sofri um acidente automobilístico e tive uma lesão medular. No momento do acidente, estava consciente e já sentia que tinha sido algo muito grave, porém, a notícia de que não andaria mais, viria mais tarde, no hospital. A luta começou, passei 9 longos meses internado e deitado numa cama hospitalar, o que me rendeu graves machucados e seqüelas. Aos poucos recuperei o movimento dos braços e hoje já me alimento sozinho. Foram muitas idas e vindas de hospitais, médicos, dolorosas fisioterapias. Minha vida mudou muito, tive que vender o caminhão, mudar de uma apartamento para uma casa por causa da acessibilidade e a família toda precisou se readaptar a uma nova realidade. Minha esposa parou de trabalhar se dedicar exclusivamente a mim, financeiramente perdemos muito.
Minha vida estava bem limitada, pois não posso andar de carro por diversos problemas. Fiquei muito tempo preso dentro de casa, sem acesso a nada, até que um dia minha esposa ouviu na rádio que tinha uma novidade em Cachoeiro, foi então que conhecemos o projeto Ir e Vir. Minha primeira viagem foi para o dentista. Hoje utilizo para fazer fisioterapia, tratamentos, para passear com a família e ir à igreja. O Ir e Vir me possibilitou ter uma nova vida, hoje posso sair de casa tranquilamente sem transtornos. Minha família ganhou muito com isso e eu ganhei qualidade de vida, mesmo em uma cadeira de rodas.
Nada foi e nem está sendo fácil para mim, afinal de contas, até há alguns anos atrás, eu andava normalmente, mas tudo tem um propósito. Hoje renovei meu casamento, nos batizamos na igreja e até nos casamos novamente em uma cerimônia especial. Tenho mais tempo para me relacionar com minha família, de conversar, de conhecer essas pessoas que amo tanto e de presenciar o crescimento da minha filha, o que a vida no caminhão não me permitiu fazer ao longo dos anos. Tenho uma vida muito feliz, minha esposa e minha filha são tudo para mim, peças fundamentais para minha recuperação e vontade de vencer as dificuldades. Acho que depois de tudo posso dizer que perdi muito, mas que ganhei muito mais.”

Ronald mora no bairro Paraíso e utiliza as vans para tratamentos e lazer.

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